28 novembro 2008

O homem por trás da música de "Lawrence da Arábia"

Em visita recente ao Japão (para participar do Osaka European Film Festival) o compositor Maurice Jarre, ganhador do Oscar por 3 vezes, falou sobre o seu trabalho no filme Lawrence da Arabia. Muito interessante!

Transcrevo abaixo algumas colocações suas:

"Eu pretendi transportar imediatamente a audiência para o mundo Árabe usando percussões no começo do filme.

Compor para as 4 horas de filme foi muito doloroso porque me foi dado somente 6 semanas para completar minha missão. Eu assisti uma versão sem edição do filme de 40 horas de duração, e a inspiração começou a fluir."





Não, o filme não está com problemas. Começa somente com a trilha, tela preta. A imagem só aparece aos 4:20s. Isso já demonstra a importância que o diretor dá para a trilha.

Se preferir ver direto no Youtube, agora tem versão widescreen:

http://br.youtube.com/watch?v=Ap8RXBpE9wQ


Jarre teve uma enorme e bem sucedida relação com o diretor David Lean, que dirigiu além de Lawrence da Arábia, Doutor Jivago e Passagem para Índia, todos com trilha sonora de Mauricie Jarre, cada uma delas premiada com o Oscar.

"Bons diretores como David Lean sabem perfeitamente como usar a música de forma efetiva num filme. Ele até mesmo me pedia para expressas sentimentos sutis de protagonistas através da música, sem diálogos.

Por outro lado, não importa quão excelente possa ser a música, filmes medíocres não podem ser transformados em filmes excelentes"


fonte: Daile Yomiuri Online


Imagina só escrever música para um filme de 4 horas em apenas 6 semanas. E a gente fica reclamando de prazos curtos!!

27 novembro 2008

Jimi Hendrix - para festejar seu nascimento

James Marshal Hendrix (a.k.a. Jimi Hendrix) nasceu em 27 de novembro de 1942. Mudou o rumo do rock, mudou o jeito de tocar guitarra, deixou todos de boca aberta quando apareceu com sua banda.

No começo da carreira chegou a acompanhar a banda de Little Richard. Obviamente não havia espaço no mesmo palco para 2 estrelas querendo aparecer. Little Richard perdeu o guitarrista. O mundo ganhou Jimi Hendrix.

Alguns fatos interessantes:

Hendrix ganhou sua primeira guitarra em 1959 (aos 17 anos). Nesse mesmo ano, sua única nota baixa na escola foi em... música!
Professores de música realmente não sabem nada!

A primeira apresentação profissional de Hendrix foi com uma banda sem nome, no porão de uma sinagoga. Após tocar coisas muito doidas e se mostrar muito no palco, foi expulso da banda no intervalo da apresentação.

No dia 9 de dezembro de 2008 será lançado uma edição comemorativa de 40 anos do album Eletric Ladyland (CD+DVD), incluindo o documentário At Last The Beginning... Tha Making os Eletric Ladyland. Aqui você pode ter mais informação e ver alguns trechos do documentário.

Abaixo deixo com vocês o documentário sensacional sobre sua vida - Jimi Hendrix: The Uncut Story, em 3 partes:

parte 1




parte 2




parte 3

26 novembro 2008

A importância do Músico

Não me esqueço daquele dia, era uma manhã tranqüila e eu estava no estúdio lendo uma pequena partitura de um autor qualquer; nem me lembro o nome.
De repente entra um amigo, ele é um Diretor de vídeo, daqueles competentes e animados com as novidades:
"-Olemir, você já viu aquele software que faz a Trilha?"

eu, tipo assim, me fazendo de bôbo, logo perguntei:
" - Como é isto? "

Ele meio que não acreditando que eu não conhecia aquilo, prontamente, de maneira empolgada me explicou a situação:
"-pois é... eu estava lá na Produtora "X",editando o vídeo "tal" e levamos mais ou menos umas duas horas fazendo isto e no final o Editor disse:"-Agora vamos fazer a Trilha Sonora."..."ele abriu um software e apertou alguns botões e pronto,estava lá a Trilha do VT."

eu,assim sem entusiasmo algum,logo lhe perguntei:"-E aí,ficou boa a tal trilha?"

"-não Olemir, pra te falar a verdade eu não gostei... Era pra ser uma idéia mais "pontuada", com um clima um pouco diferente, mais emocional... Mas enfim, o VT é daqueles baratinhos. "


Fiquei durante um bom tempo (pra não dizer até hoje) pensando naquela situação:

Chegará o dia, em que o trabalho produzido por minhas mãos, nascido em minha Alma, com a inspiração mais pura, proveniente Daquele que,além de me dar este Dom ainda me deu Saúde pra continuar lutando,será enfim substituído por um software?


-NÃO!

Graças ao bom Criador, uma mente foi Iluminada pra criar os tais softwares, porém os mesmos ainda precisarão de alguém com Inspiração pra fazer a escolha certa do Gênero Musical, pra moldar os climas de acordo com as cenas, ou simplesmente dizer: "Aqui não precisa de trilha nenhuma... aqui, quero apenas o Silêncio absoluto!"


-SIM!

A Música, aquela que é "a arte de manifestar os afectos da alma, através do som "(Bona), ainda está Viva e muito viva em nossas Almas, à espera do momento certo pra vir à este mundo,para complementar a Cena da Peça Teatral, as Palavras do Poeta Apaixonado,A Propaganda do Varejão da Economia,a Dança Funk do Morro do Adeus,enfim,as Cenas do Filme no Cinema, e etc.

Não devemos pensar que nosso trabalho terminou, ou que nossa carreira já está completa, pois a cada dia surge uma nova situação e sempre, em cada pedido novo, devemos estar dispostos à abrir nossas mentes, deixando fluir a mais Divina Música, aquela, inspirada no infinito Universo e manifestada aqui, à serviço da Humanidade.

Grande abraços à todos!

24 novembro 2008

Tributo a Freddie Mercury - 17 anos de sua morte

Em 24 de novembro de 1991, Freddie Mercury faleceu em decorrencia de complicações provocadas pela AIDS em sua casa, em Lodres, aos 45 anos, um dia após ele ter admitido publicamente que era HIV positivo.

Durante a carreira do Queen, eles colocaram mais de 40 singles entre os Tops 40 UK (parada de sucesso inglesa), incluindo a mais famosa no nº 1 “Bohemian Rhapsody” lançada em 1975.





17 anos depois, ao ser incluída no filme Wayne´s World (Quanto mais Idiota Melhor), a música atingiu o 1º lugar novamente nas paradas de sucesso na Inglaterra e pelo mundo afora, acontecimento único na história da música. Hoje é quase impossível ouvir essa música no carro sem balançar a cabeça como os personagens do filme.





Uma das músicas que eu mais gosto do Queen é “Love of my Life”.

Essa música tem uma história muito interessante.
Freddie Mercury compôs essa música para um antigo amor dele, Mary Austin, que foi sua namorada por 6 anos antes dele assumir sua opção sexual por homens, e foi sua melhor amiga até o fim da vida. Mary Austin herdou a fortuna de Freddie quando esse morreu.

Aqui um “making of” da gravação da música, contando um pouco sobre essa história de amor verdadeiro.





E uma vídeo super conhecido nosso, da apresentação do Queen no Rio de Janeiro, 1985.

Ele praticamente não canta, mas deixa o Maracanã inteiro cantar... e apesar disso (ou justamente por isso), o público vai ao delírio. Isso é que é artista, isso é que é domínio de palco!


21 novembro 2008

Ambiência e harmonia.

Olá pessoal, eu sou Kiko Steltenpool, tenho uma produtora de áudio chamada SteltenStudio em São Paulo, crio e produzo sons para muitos, muitos fins, algo que me dá grandessíssimo prazer.
O perfil da minha escrita e dos meus assuntos tendem a ser muito técnicos, por isso me esforçarei para não exagerar, discorrendo textos simples para todos entenderem.

Então, para dar início a minha participação aqui no blog, começo fazendo uma abordagem sobre um elemento muito importante quando se pensa num clima para uma trilha sonora, a harmonia, no sentido amplo da palavra. É aquilo que não é nem o ritmo, nem a melodia. Pessoalmente incluo na harmonia, que seriam basicamente os acordes na escola tradicional, todos os efeitos não melódicos, sintetizados ou não, a sonoplastia, inclusive o silêncio absoluto. O conjunto disso tudo trará a ambiência daquilo que se quer sonorizar, são esses os elementos principais para incorporar emoção, seja ela qual for, responsáveis por grande parte da trilha.

Pensar nessa harmonia e ambiência antes de tudo, pode encurtar muito o caminho para se chegar numa melodia e/ou ritmo. É obvio que existem trabalhos em que os últimos vem em primeiro, mas essa é apenas uma das formas para se começar, existem tantas...

É um tópico muito importante! Acho primordial refletir sobre isso antes de começar a criar uma trilha, elemento que nós compositores sentimos falta quando recebemos o briefing, pois na maioria das vezes ouvimos assim: “- Quero algo animado, pra cima!” Imagine só quanta informação pode conter dentro dessa frase! E qual delas vou usar para compor?
Pois é, tá aí a grande graça de ser compositor e produtor de trilhas, transmitir através de sons aquela informação que nem recebemos direito.

Por se tratar de um assunto muito vasto, darei continuidade a ele nos tópicos seguintes.
E deixo aí uma trilha chamada Artibeus, composta por Hans Zimmer & James Newton Howard, para o filme Batman Begins. Não há melodia nem ritmo, só efeitos e harmonia. Aconselho procurarem a versão original com som estéreo e de boa qualidade.

E agradeço aqui ao Mauricio Domene por ter me convidado como colaborador do blog. Valeu Mauricio!!

Grande abraço a todos e até a próxima!!

20 novembro 2008

O Mestre-Sala dos Mares

Em homenagem ao "Dia da Consciência Negra"

Hoje está sendo inaugurado uma estatua em homenagem ao "Almirante Negro", João Cândido Felisberto, líder da Revolta da Chibata.

Não por coincidência a data escolhida cai no "Dia da Consciência Negra".



No vídeo, legenda com a letra original, censurada pela ditadura militar, não por motivos políticos, mas por motivos racistas!

Abaixo transcrevo uma entrevista dada por Aldir Blanc (co-autor da música com João Bosco) explicando a letra, a história de como ela foi criada e os problemas que enfrentaram para que a letra fosse liberada pela censura.

Fonte: DHnet.org.br

"Fui apresentado ao compositor João Bosco por um amigo comum, Pedro Lourenço, na época estudioso de literatura. Arte. etc. Pedro havia feito pesquisas sobre a vida de João Cândido e a Revolta da Chibata. Na mesma época, o MAU (Movimento Artístico Universitário) foi muito influenciado pelo cineasta Cláudio Tolomei, já falecido. Tomolei tinha um projeto de fazer um curta com João Cândido. Formamos uma espécie de quarteto (Bosco, Cláudio, Pedro e eu) estudando e conversando sobre a importância gigantesca da Revolta da Chibata e da figura histórica de João Cândido para a cultura brasileira. Baseado no conhecimento que Pedro e Cláudio tinham do assunto e no livro, um marco, de Edmar Morel, Bosco e eu resolvemos partir para uma estrutura de samba-enredo clássico, que pudesse inclusive ser confundido com os outros sambas-enredos do ano – o que realmente aconteceu e nos emocionou muito. As pessoas ouviam “O Mestre-Sala dos Mares” e perguntavam: “Esse samba é de escola mesmo?”.

Tivemos diversos problemas com a censura. Ouvimos ameaças veladas de que o CENIMAR não toleraria loas e um marinheiro que quebrou a hierarquia e matou oficiais, etc. Fomos várias vezes censurados, apesar das mudanças que fazíamos, tentando não mutilar o que considerávamos as idéias principais da letra. Minha última ida ao Departamento de Censura, então funcionando no Palácio do Catete, me marcou profundamente. Um sujeito, bancando o durão, ficou meio que dando esporro, mãos na cintura, eu sentado numa cadeira e ele de pé, com a coronha da arma no coldre há uns três centímetros do meu nariz. Aí, um outro, bancando o “bonzinho”, disse mais ou menos o seguinte:

- Vocês não então entendendo... Estão trocando as palavras como revolta, sangue, etc. e não é aí que a coisa tá pegando...

Eu, claro, perguntei educadamente se ele poderia me esclarecer melhor. E, como se tivesse levado um telefone nos tímpanos, ouvi, estarrecido a resposta, em voz mais baixa, gutural, cheia de mistério, como quem dá uma dica perigosa:

- O problema é essa história de negro, negro, negro...

Eu havia sido atropelado, não pelas piadinhas tipo tiziu, pudim de asfalto etc, mas pelo panzer do racismo nazi-ideológico oficial.

Decidimos dar uma espécie de saculejo surrealista na letra para confundir, metemos baleias, polacas, regatas e trocamos o título para o poético e resplandecente “O Mestre-Sala dos Mares”, saindo da insistência dos títulos com Almirante Negro, Navegante Negro, etc. O artifício funcionou bem e a música fez um grande sucesso nas vozes de Elis Regina e João Bosco. Tem até hoje dezenas de regravações e foi tema do enredo “Um herói, uma canção, um enredo – Noite do Navegante Negro”, da Escola de Samba União da Ilha, em 1985.

Orgulho-me de, por causa deste samba, ter recebido a Medalha Pedro Ernesto, com João Bosco e o próprio Edmar Morel – infelizmente também já falecido – na presença dos filhos de João Cândido.

Aldir Blanc"




Versão maravilhosa na interpretação de Elis Regina:



E aproveitando que estou embalado postando vídeos, mais algumas maravilhas da cultura afro-brasileira:


Banda Black Rio - Maria Fumaça




Dona Edith do Prato - Marinheiro Só



E pra fechar, Jorge Ben Jor - Zumbi

17 novembro 2008

A importancia da Trilha Sonora

Olá,
meu nome é Olemir Candido,sou músico desde 1981 e atualmente estou em Goiás,na região Centro-Oeste.Trabalho com publicidade e também com Produção de Discos e Dvds(audio).
Estou muito feliz em ser convidado à participar deste blog e espero poder contribuir sempre com algo útil ao nosso dia a dia.

Quero deixar 3 videos que mostram a importância da Trilha Musical em um Video.Dependendo da escolha feita,a música tem o poder de influenciar nossos sentidos em várias direções.
Espero que gostem:







um abraço!

14 novembro 2008

Past, Present and Future of Music

Palestra apresentada por Dave Kusek no Business Innovation Factory Summit sobre a indústria da música. Muito interessante para entender a crise pela qual passam as gravadoras, e os caminhos que existem para os artistas hoje e no futuro.

Dave foi o criador da bateria eletrônica, que fez surgir a onda da Disco Music, criador da Passport Designs, empresa pioneira na criação de softwares de música. Foi um dos criadores do MIDI. Ou seja, é o cara para falar sobre mudanças e futuro na música.

The Story of the Guitar

Série da BBC sobre a história da guitarra. Com entrevistas com grandes guitarristas da história.
A do vídeo abaixo é com Pete Townshend (The Who), que entre outras coisas foi o cara que inventou a destruição no palco de guitarras, simbolo do rock ´n´roll, e ato odiado por músicos do mundo inteiro. Onde já se viu destruir uma Gibson... sacrilégio!




No site abaixo veja os outros vídeos (BB King, The Edge - U2, Les Paul e outros) e episódios da série.

http://www.bbc.co.uk/musictv/guitars/

13 novembro 2008

R.I.P. Mitch Mitchell

Baterista da lendária The Jimi Hendrix Experience.
Foi encontrado morto no quarto do hotel onde vivia, aos 61 anos.





Obituary: Mitch Mitchell 1947-2008
Mitch Mitchell, best known as Jimi Hendrix's drummer in The Jimi Hendrix Experience, was found dead in Portland, Oregon last night (November 12).

According to early reports, the drummer, who was still touring with the Experience Hendrix Tour, passed away in his hotel room. He was 61.

Born on July 9, 1947 in Ealing, west London, Mitchell began his showbiz career early, appearing on a children's TV show while still a teenager, before graduating to drums with a series of bands in the '60s.

Mitchell joined The Tornados in 1963, though it was rumoured that his individualistic approach to the drums caused him to clash with the band's pioneering producer Joe Meek, who wanted someone who would follow orders without adding an artistic interpretation.

He then played with groups including The Coronets, The Lively Set, The Riot Squad - and he even auditioned for The Who in 1964, but lost out to Keith Moon.

Having drummed for Georgie Fame in the mid-'60s, Mitchell was eventually recruited to drum for Hendrix in around 1966 after the US guitarist had been brought over to the UK by his manager, and former member of The Animals, Chas Chandler.

Joined by Noel Redding on bass, the trio recorded the albums 'Are You Experienced', 'Axis: Bold As Love' and 'Electric Ladyland' together, with critics noting Mitchell's ability to blend in jazz-inspired rhythms into rock 'n' roll.

During that period, while Redding and Hendrix were said to have had their differences – the bassist was actually a guitarist first and was frustrated at not playing his original instrument – Mitchell remained a constant presence, with the pair recording the acclaimed cover of Bob Dylan's 'All Along The Watchtower' together in 1968, with Hendrix supplying the bass part.

In 1968 Mitchell also played drums in the Dirty Mac band which featured John Lennon, and famously played as part of The Rolling Stones' TV special 'Rock And Roll Circus'.

Although The Jimi Hendrix Experience split in 1969 and Mitchell was not involved in the guitarist's subsequent band Gypsy Sun And Rainbows, he returned to drum for Hendrix's headlining appearance at the 1969 Woodstock Festival.

The pair then recruited bassist Billy Cox for a new incarnation of the Hendrix Experience in 1970, often known as the Cry Of Love band, who toured the US and Europe.

Following Hendrix's death on September 18, 1970, Mitchell worked on several posthumous recordings, before getting involved in a series of session work over the decades.

At the time of his death Mitchell was involved in the Experience Hendrix Tour, which saw the drummer and a series of guests performing the Experience's songs live.

Following US dates, he was due to return home to the UK on November 12, but was found dead in his hotel room having died of natural causes according to the Multnomah County Medical Examiner.

11 novembro 2008

Pure Rock - arquivo de fotos

Fazia tempo que eu não visitava o blog fotografico do Mr. Gibson.
Por várias vezes ele interrompeu o blog, fechou e reabriu, etc. mas agora está no ar e firme a algum tempo.

Pra quem gosta de rock e de fotografia, é um banquete. Muitas fotos raras, backstage, e shows.
Recomendo!

Uma amostra do Queen - 1981



http://purerock.zip.net/

Reforma no blog

Blog passando por reformas, grandes e estruturais.
Em breve anunciarei as novidades. Fiquem ligados porque vai ser bem legal e o blog deve pegar fogo.