31 dezembro 2008

Da Capo



Da Capo

"Da capo é um termo musical da língua italiana que significa do início, habitualmente abreviado: D.C.."

E lá vamos nós para o Da Capo do ano. Só que dessa vez, que todos toquemos com mais emoção, sentimento e amizade.

Saúde, paz e sucesso para todos em 2009!!

Ainda usando poucos recursos

Impressionante estes dois caras que com poucos recursos fazem a maior festa:




Desejo a todos um Feliz e Próspero 2009,cheio de Saúde e muita Paz!!!!

29 dezembro 2008

Playing For Change: Peace Through Music

Música extraída do documentário premiado "Playing For Change: Peace Through Music". Um cover do clássico "Stand By Me" de Ben E. King interpretado por músicos de toda parte do mundo, acrescentando suas partes cada qual no seu país, mais precisamente, nas ruas do seu país.

O documentário promove a Fundação "Playing for Change", que tem como propósito construir escolas de música e arte pelo mundo.
Do site da The Playing For Change Foundantion:
A The Playing For Change Foundantion (PFCF) é dedicada a conectar o mundo através da música proporcionando recursos (incluindo, mas não limitado, a instalações, materiais e programas educacionais) para músicos e suas comunidades ao redor do mundo. PFCF apóia projetos inspirados pela comunidade apresentados na série de documentários Playing For Changes.



Aqui uma entrevista com Mark Johnson, produtor do documentário, no canal PBS.

http://www.pbs.org

24 dezembro 2008

Jingle Bells diferente

É sempre um desafio criar algo diferente envolvendo o famoso Jingle Bells. Parece que tudo já foi feito com essa música.

Aqui um filme/cartão de natal que a AKQA, agencia digital premiadíssima de São Franscisco, criou. Isso é o que podemos chamar de desconstrução de uma melodia. Genial!

16 dezembro 2008

O Sound Designer de Wall-E (Ben Burtt)

Ben Burtt é o cara.
Ganhador do Oscar pelos primeiros filmes da série Star Wars. Considerado pai do moderno jeito de se fazer Sound Design.

Pra quem não é familiarizado com o termo, "sound design" consiste em criar todos os sons que não existem na de verdade. Os sons de naves espaciais, armas lasers, um piano caindo do 20º andar, um navio afundando.

Voltando ao Ben.. a filmografia dele é impressionante: todos os episódios da série Star Wars, Indiana Jones, E.T. (ganhou o Oscar com todos esses) entre outros. Além desses 4 Oscars, ainda foi indicado 5 vezes com outros filmes.

Trabalhou 28 anos na Lucasfilm como sound designer e em 2005 saiu de lá e foi trabalhar para a Pixar. O projeto: Wall-E.

Sound Design para um filme de ficção científica é uma trabalheira danada, pois a maioria dos sons que ouvimos tem que ser criado, já que as naves, equipamentos, portas, nada disso existe na vida real.

Sound Design para uma animação é uma trabalheira danada, já que todos os sons que ouvimos têm que ser criados. Nenhum som foi gravado durante a filmagem, já que não existe filmagem na animação.

Sound Design para um filme onde praticamente não existem diálogos... bom, vocês já entenderam onde quero chegar. Wall-E tem todos esses elementos para torná-lo um trabalho insano e que se tornou genial na mão de um mestre.

Na entrevista que Ben Burtt deu ao Spout ele diz: "Existem mais de 2600 sons criados para Wall-E, o que é muito para qualquer filme. Um filme de Star Wars, que é enorme, normalmente tem cerca de 1.000 novos sons. Um de Indiana Jones, talvez 700 ou 800. Então isso é gigantesco em parte porque precisava de muitos detalhes no som. Obviamente nada é gravado enquanto você está fazendo o filme. Tudo tem que ser adicionado depois."

No vídeo abaixo tem uma matéria muito bacana sobre como ele fez o sound design de Wall-E. Tem 20 minutos e a qualidade do som merece um fone de ouvido.

Update em 19/12
O vídeo que havia postado não está mais online. Tentei encontra-lo em outros luares e não encontrei.... mas encontrei esses abaixo. Não mais falando diretamente sobre a criação dos sons de Wall-E, mas uma palestra com Ben Burtt mostrando como foram feitos vários sons que todos nós já ouvimos nos filmes em que colaborou.


Update em 31/12
Encontrei novamente o vídeo :-)




Parte 1



Parte 2



Parte 3


Parte 4


Esses vídeos fazem parte originalmente desse artigo no Collider

15 dezembro 2008

Fool on the Hill - Chick Corea e Hiromi Uehara




Sem palavras!!
É o tipo de coisa que quando vejo fico na dúvida se volto a estudar piano feito um maluco ou se é melhor cortas as mãos de uma vez :-)
Técnica estupenda junto com bom gosto extremo.
É, eu sabia que não adiantava tentar usar adjetivos. Só ouvindo mesmo. Tá além dos adjetivos.

13 dezembro 2008

Roqueiros protestam contra o uso de músicas para torturar prisioneiros


Reproduzido do site G1



Saindo de uma caixa de som em sua minúscula cela no Iraque, o rock virulento do Nine Inch Nails atinge o prisioneiro Nº 200.343 como um cacetete sônico. “Tinto como o sangue em seus dentes”, rosna em alto volume o vocalista Trent Reznor. A tortura sonora chega a durar dias, semanas e até meses no centro de detenção militar no Iraque, com AC/DC, Queen, Pantera. Donald Vance, de Chicago, conta ter se tornado um suicida.

A tática ficou comum durante a guerra dos Estados Unidos no Iraque, Afeganistão e Guantánamo Bay. O general Ricardo Sanchez, comandante do exército no Iraque, autorizou a prática em 2003, como uma forma de “criar medo, desorientar e prolongar o choque.”

Agora, os detentos não são os únicos a reclamar – os músicos estão se unindo para pedir ao exército americano que pare de usar suas músicas como arma. Uma campanha lançada nesta semana inclui grupos como Massive Attack e roqueiros como Tom Morello, do Rage Against the Machine e Audioslave.

A ação consiste em promover minutos de silêncio durante shows e festivais, segundo explica a advogada Chloe Davies, que representa diversos detentos de Guantánamo Bay e é uma das organizadoras da iniciativa. “Sugiro que prendam George W. Bush numa cela e o torturem com Rage Against the Machine”, disse Morello em um de seus shows.

Vance, que foi preso por relatar a venda ilegal de armas, estava acostumado ao rock ‘n’ roll. Mas, para muitos detentos que cresceram no Afeganistão – onde a música é proibida pelos talibãs – os violentos interrogatórios do exército americano marcaram sua primeira experiência com o gênero. Muitos não resistiram. Binyam Mohammed, hoje prisioneiro em Guantánamo Bay, diz que alguns companheiros de cela acabavam gritando e batendo as cabeças contra as paredes.

“Tocaram música alta por 20 dias”, conta Vance, citando Eminem e Dr. Dre. “Também tive de ouvir hard rock sem parar. Muitos perderam a cabeça. Perdi as contas de quantas vezes ouvi ‘We will rock you’ do Queen. Você perde a capacidade de formular os próprios pensamentos num ambiente como esse.”

O porta-voz do centro de detenção de Guntánamo não forneceu detalhes de quando e como a música foi usada na prisão. Agentes do FBI que trabalham no local citaram diversos casos em que os detentos foram torturados com música, dizendo terem sido informados de que aquela era uma prática comum. Algumas sessões alternavam 16 horas de música e luzes com quatro horas de silêncio e escuridão.

Até canções para crianças já foram utilizadas nessas práticas. Christopher Cerf, compositor da trilha de “Vila Sésamo”, diz ter ficado horrorizado quando descobriu que as músicas do programa infantil foram usadas em interrogatórios. “Eu não ia querer que minha música fosse parte disso.”

Outros músicos, por sua vez, dizem ter ficado orgulhosos de terem suas canções usadas com esta finalidade. Stevie Benton, baixista do grupo Drowning Pool, se apresentou no Iraque e gravou uma das canções preferidas dos interrogatórios, intitulada “Bodies”.

“As pessoas presumem que deveriam se sentir ofendidas por alguém no exército achar a sua música perturbadora o suficiente para acabar com um sujeito psicologicamente”, disse ele à revista “Spin”. “Fico honrado em pensar que talvez uma canção minha possa suprimir ataques como o de 11 de setembro.”

Em entrevista por telefone à AP, Vance disse que a tortura pode transformar homens inocentes em loucos. “Eu não tinha lençol ou cobertor. Se tivesse, teria tentado suicídio.” Depois de 97 dias de tortura sonora, Vance foi libertado. “Hoje, mantenho minha casa em silêncio total”, diz.

Antes do Oscar, o Globo de Ouro

Saiu a lista das indicações ao Globo de Ouro. A imprensa sempre fala que é uma prévia do Oscar. Uma forma de dar importancia menor ao prêmio? Sem dúvida.. mas de fato é um prêmio menor.

O Globo de Ouro é um prêmio instituido pela HFPA - Hallywood Foreign Press, ou seja, um prêmio da crítica. E o Oscar é um prêmio dado pelas pessoas que trabalham no ramo. Os indicados na categoria roteiro são julgados pelos seus pares. Os indicados como melhor ator são julgados pelos atores, os compositores julgam quem deve levar o prêmio pela melhor trilha.

Então o peso do Oscar é realmente enorme. Mostra quem a categoria aclama pelo seu trabalho.

Mas o assunto aqui era a indicação ao Globo de Ouro. Na categoria Melhor Trilha Sonora e Melhor Canção.

Best Original Score - Motion Picture

The Curious Case Of Benjamin Button
Composed by Alexandre Desplat

Changeling
Composed by Clint Eastwood

Defiance
Composed by James Newton Howard

Slumdog Millionaire
Composed by A. R. Rahman

Frost/Nixon
Composed by Hans Zimmer


Best Original Song - Motion Picture

"Down To Earth" – Wall-E
Music By: Peter Gabriel and Thomas Newman
Lyrics By: Peter Gabriel

"Gran Torino" – Gran Torino
Music By: Jamie Cullum, Clint Eastwood, Kyle Eastwood and Michael Stevens
Lyrics By: Jamie Cullum

"I Thought I Lost You" – Bolt
Music & Lyrics By: Miley Cyrus and Jeffrey Steele

"Once In A Lifetime" – Cadillac Records
Music & Lyrics By: Beyoncé Knowles, Amanda Ghost, Scott McFarmon, Ian Dench, James Dring and Jody Street

"The Wrestler" – The Wrestler
Music & Lyrics By: Bruce Springsteen


Será que essas indicações realmente serão prévia do Oscar? Depois a gente faz a comparação.

11 dezembro 2008

Participando da História

O século 20 foi um período muito importante para história da humanidade, onde novas descobertas foram feitas e novas tecnologias foram criadas, trazendo à população, maravilhosos aparelhos para uso doméstico ou profissional. Seja a criação do motor de combustão, o desenvolvimento do sistema de gravações de áudio, a telefonia, a invenção do avião, a primeira ida do homem à Lua, e até nos dias de hoje a construção do LHC (o grande gerador de partículas), em tudo o ser humano vem desfrutando de uma vida mais confortável, tornando o trabalho e o lazer mais prático, rápido e divertido.

Na área musical, uma das coisas que muito revolucionou o modo de fazer o trabalho, foi a invenção do Sintetizador, aparelho este que sofreu várias modificações no decorrer de seu desenvolvimento, passando pelo uso de válvulas, transistores, chips, até chegar aos modelos virtuais os quais encontramos hoje na forma de softwares.
Da década de 60 pra cá, o uso de Sintetizadores pelos grupos musicais sejam eles de rock, jazz, discoteca, mpb ou da chamada música pop, marcou muito as gerações, e nós que vivemos alguns destes períodos somos testemunhas vivas disso tudo, vendo a cada dia surgir novas tendências, novos grupos, determinando todo um novo jeito de ser, onde cada Tribo tem muitas opções de escolha, principalmente por causa de outros estilos musicais derivados dos já existentes. É uma combinação interessante onde baterias, contrabaixos, guitarras, violões, sintetizadores e etc., se unem a orquestras, corais e tudo mais que se possa imaginar.

Na Publicidade não é diferente e todas estas tendências foram acompanhadas de perto, em comerciais de rádio, tv ou cinema. Hoje em dia quase todas as peças publicitárias, se não a maioria, tem sonoridades feitas com sintetizadores, e seja para aplicações musicais ou efeitos sonoros, o uso disto é imprescindível a qualquer profissional que queira interagir de maneira satisfatória no mercado de trabalho.
Orquestras são substituídas por samplers, baterias eletrônicas tomam o lugar das acústicas, violões deixam seu espaço para os pianos elétricos, etc. Também na técnica de Foley muita coisa foi facilitada pelo fato de sons poderem ser armazenados e sintetizados para fácil manipulação.
A trilha sonora de um modo geral acompanha tendências e se uma década é marcada por determinados estilos musicais, isto reflete diretamente no trabalho dos profissionais desta área.
Nos últimos 10 anos, porém, os grupos musicais têm configurado a formação de uma maneira mais acústica, passando a definir também uma sonoridade mais enxuta e simplificada. Algum instrumento musical que antes tinha sido colocado em posição de coadjuvante tem agora seu retorno com força total no papel principal, é o caso, por exemplo, do violão, o dobro, o baixolão, o acordeom, o cavaquinho, a viola caipira, a bateria e etc.
Sendo assim, é comum observarmos peças publicitárias feitas, por exemplo, com dois violões, um baixolão e a bateria ou em certos casos apenas um violão e se o sintetizador muitas vezes não ocupa mais a parte musical, passa então a funcionar como auxiliar, gerando efeitos sonoros à cena.

De uma forma geral, é importante observarmos e usufruirmos de todas estas transformações e se também podemos contribuir no desenvolvimento da história, então que assim seja e façamos nossa parte com o maior prazer.

Batman - o retorno... ao Oscar




Do Variety
Hans Zimmer e James Newton Howard estão novamente na disputa pelo Oscar de melhor trilha (ou pelo menos na disputa pela indicação ao Oscar)

O Comite Executivo do departamento de Música da Academia revogou sua decisão de 10 de novembro onde declarava que a trilha de Batman - The Dark Knight era inelegível para a premiação de 2008.

A trilha havia sido desqualificada em razão de ter listado 5 nomes como compositores.

Após revisar as informações submetidas pelas partes, o comite concluiu que Zimmer e Howard eram os 2 responsaveis pela autoria da trilha.

Nem a lista de elegíveis, nem as cédulas de votação haviam sido distribuídas, portanto não há nenhuma confusão no processo de votação.

10 dezembro 2008

09 dezembro 2008

Natal... mas, sem ser natal.

Acabaram de colocar no ar um cartão de natal animado da Porto Seguro para o qual eu fiz a trilha sonora. Sempre acho esse tipo de cartão animado meio piegas, mas, modéstia as favas, a trilha ficou bem legal :-)

Tentei colocar a animação num player direto aqui, mas ela roda sem que o usuário dê o comando de "play". Como eu odeio sites que fazem isso, achei melhor colocar o link para a animação.


O link é esse aqui.


Detalhe curioso: a trilha não tem motivo explicitamente natalino (sinos e todos aqueles chavões musicais) porque o cliente tem origem judaica. Então é pra ser cartão de natal, mas sem ser... entendeu? :-)

Animação dos amigos da Mono 3D. Talentosos como sempre.

06 dezembro 2008

Guitarrista Joe Satriani acusa Coldplay de plágio

Da Reuters
(Por Dean Goodman)

LOS ANGELES (Reuters) - O guitarrista Joe Satriani abriu processo contra a banda Coldplay, acusando os britânicos indicados ao Grammy de plagiar uma de suas músicas.

O processo, apresentado na quinta-feira a um tribunal federal de Los Angeles, alega que a música "Viva La Vida" tem "trechos originais substanciais" de "If I Could Fly", canção instrumental lançada por ele em 2004.

O guitarrista, de 52 anos, quer que o julgamento tenha um júri, além de ser compensado por danos e receber "todo e qualquer lucro" obtido com a música que supostamente foi copiada.

O Coldplay, cujo estilo é frequentemente comparado ao U2, foi indicado a seis Grammys na quarta-feira, perdendo em número de indicações somente para o rapper Lil Wayne.

A música "Viva La Vida" está indicada nas categorias "gravação principal" e "canção do ano".

O disco mais recente do Coldplay, "Viva La Vida and Death and All his Friends", atribui a composição aos quatro membros do grupo: o cantor Chris Martin, o baixista Guy Berryman, o guitarrista Johnny Buckland e o baterista Will Champion. O título foi inspirado numa pintura da artista mexicana Frida Kahlo.

A faixa de Satriani é do disco "Is There Love in Space?". O advogado de Satriani não fez mais comentários sobre o caso. O Coldplay também não afirmou nada.
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Ah, interessante notícia, mas como eu vou saber do que estão falando se não conheço nenhuma das músicas? Como eu posso ter uma opinião a respeito? Dá pra comparar as duas, de preferência lado a lado. Ou melhor, uma junto com a outra ao mesmo tempo?

Seu problemas acabaram:

05 dezembro 2008

Twyla Tharp - criatividade e motivação

Twyla Tharp, coreografa americana premiadíssima (um Tony Award, dois Emmy Awards, dezenove títulos de Doutor Honoris Causa), mais de 135 coreografias criadas, coreografou 5 filmes de Hollywood, dirigiu e coreografou 3 espetáculos da Broadway, 2 livros escritos... enfim, vale a pena ouvir o que ela tem a dizer sobre criatividade:

04 dezembro 2008

Da Alma

"Eu sou leitora de minhas próprias obras, porque, rigorosamente falando, não sou autora delas. Se é bom, é porque é belo, e a beleza não é obra minha. Ela vem de um lugar mais alto. Da parte da alma."

Adélia Prado - Revista da Cultura (edição 16 - nov/2008)


Quando li essa frase algo encaixou dentro de mim.
Finalmente o sentimento que eu tenho e não conseguia exprimir ganhou a forma de palavras. Claro que só um artista das palavras para fazer isso.

Esse é o sentimento que tenho quando ouço alguma trilha minha de tempos atras, que eu já me esqueci dela. Quase um susto. Um certo ar de perplexidade de ouvir algo belo, e ficar pensando: quem fez isso? Gostaria de ter sido eu.
E ai a ficha cai: "espera ai... eu conheço isso!"

Eu tenho uma "falha" como músico. Minha memória musical é muito curta. Então eu costumo esquecer muito facilmente do que já fiz. Esqueço com rapidez impressionante. É comum ouvir algo que compus a 2 ou 3 meses, e se me pegar de surpresa sem saber de onde está vindo aquela música, eu acabar ouvindo como receptor e não como emissor. E a sensação, por vezes, é essa que a Adélia Prado descreveu.

Se consigo alcançar um resultado belo, parece que veio de algum outro lugar. Da alma!

Essa é uma delas: Imaginação Infantil (trilha feita para campanha politica, para ser usada na abertura de um programa sobre Educação Infantil)

03 dezembro 2008

A Importância da Agência no processo de Criação

Durante longos 11 anos venho trabalhando em uma Produtora de Áudio e Vídeo, que também é uma Agência Publicitária, atuante no mercado há mais de 30 anos, isto na região Centro-Oeste do país: Stylus Propaganda e Consultoria.

http://www.styluspropaganda.com.br


Tenho convivido com os mais diversos profissionais, que com a própria experiência contribuem no processo de desenvolvimento da história da Publicidade Brasileira.Sempre que aparece alguma pessoa nova na área, procuro observá-la e acabo me entrosando, de forma que nossos trabalhos possam se complementar, em beneficio de um resultado satisfatório.
Pois é, me lembro que este pensamento nem sempre foi assim e na verdade, veio sendo moldado com o passar do tempo.
No primeiro ano em que entrei nesta empresa, eu com meus 28 anos ainda tinha muito que aprender (bem mais que hoje) e não me esqueço de um episódio muito interessante, afinal foi muito importante nesta história toda:

Estava numa correria danada pra entregar um comercial e o vídeo já estava previamente editado; alguém da agência havia me passado um briefing, porém eu estava sem uma inspiração adequada praquela peça. Experimenta música, joga fora música, começa outra e nada. Tudo que eu fazia parecia não combinar com a coisa e comecei a entrar em desespero, afinal, era pra agência de publicidade e como bem sabemos tudo precisa ser “pra ontem”.
Nisto, um rapaz que na época trabalhava na área de coordenação da agência era um daqueles "fominhas" em música e sempre que podia, estava lá “sapeando” no estúdio de áudio (aliás, hoje é um grande amigo meu). Foi quando ele assim meio sem jeito disse pra mim:_ ”Olemir porque você não faz uma música assim ó?”... Então cantarolou uma melodia que bem me lembro, era algo bem simples, com um ritmo em 6/8.
Pôxa, foi tiro e queda, fiz a trilha do jeito que ele havia me sugerido e acabou ficando bacana; comercial aprovado, eu com uma gostosa sensação de alívio e o sujeito muito feliz pelo fato de ter me ajudado no estúdio de áudio.


Durante um bom tempo fiquei pensando sobre aquilo: Uma situação que normalmente, por causa da tensão típica do momento, eu não aceitaria qualquer sugestão, afinal estava muito concentrado e qualquer palavra alheia poderia estragar uma idéia criativa. E foi justamente naquela quebra de concentração, juntamente com o talento do jovem ajudante que acabei gerando a música apropriada ao comercial.
Nunca mais deixei de ouvir quem quer que seja ao sugerir “porque você não faz assim ó?” e fico pensando que na verdade, este tipo de “assessoria” deveria ser é paga, e em dinheiro, porém muitas vezes as pessoas dão uma opinião de bom coração, simplesmente por querer participar, dar um palpite, enfim, ajudar na resolução do problema.
Sempre que me chega um comercial novo, procuro ouvir quem criou a idéia, se têm algo mais pra me passar em relação à trilha sonora e também ouço outras pessoas da agência ou da produtora, mesmo que elas não tenham nada a ver com o ramo musical.

Grande abraço a todos.

02 dezembro 2008

Movie music mavens mull the state of a changing biz

Movie music mavens mull the state of a changing biz
Composers and music execs discuss tech tricks, marketing and originality in film music

A conversa é muito boa, e com alguns dos gênios das trilhs sonoras da atualidade.
Apesar do artigo da Variety ser de 2006, acho que vale reproduzi-lo aqui:



On Nov. 6, a group of top composers and music execs gathered at the Variety offices to talk about the state of contemporary film music. Composers Hans Zimmer ("The Da Vinci Code," "Pirates of the Caribbean: Dead Man's Chest") and John Powell ("Happy Feet," "United 93") were joined by Fox Music prexy Robert Kraft and Sony Pictures Worldwide Music president Lia Vollack. Composer Thomas Newman ("The Good German," "Little Children"), unable to make the lunchtime meeting, was interviewed on the same topics later in the day by moderator Jon Burlingame.


Variety: Let's start by talking about the role of technology in the job of a film composer. Has it changed how you do business?

Newman: It gives collaborative immediacy. There are ways in which you can put music up against image and have an immediate response to it -- so a lot of the poetry of being a composer is gone because here you are "presenting." But that's also a good thing because in fairness to directors, who want to be able to collaborate and tell stories well with music, oftentimes that kind of collaboration in a small studio environment is valid in terms of good dramatic musical choices later on.

Zimmer: Our ambitions are still the same. Let's just write a decent tune and somehow get it in there. The world is our oyster with iChat. It doesn't cost anything, and suddenly I've got a drummer in Senegal in my room, a guy I always wanted to work with. As a musician, it's fantastic, and it's great for filmmakers.

Kraft: The job hasn't changed, but the way it's done has absolutely evolved. I had a number of bad experiences with composers on different continents -- but recently we've had spotting sessions with a composer on a big screen in one room, and a director sitting at the table, and everybody's happy. The technology has evolved to a place where it feels like we're together.

Variety: Some film songs, and even film scores, are no longer available on CD but are available as downloads. Does this mark a sea change in the marketing of movie music?

Newman: This happened to me on "Little Children." We were told it was going to be a digital release, and the reality of it all was startling. The way in which we listen to music, the delivery of music is so profoundly different. As someone who grew up with LPs and CDs, I'm used to the physical aspects of having a jewel case, taking out the artwork and perusing it as I'm listening.

Vollack: Consumers don't want to consume music in a way that they've been told they have to. They want to be able to get this song, to hear this from their friends, to see it on a MySpace page, to get an email about a clip on YouTube. It's mostly about giving consumers that extra piece they want to have, but at the same time being able to give it to people in a satisfying way.

Beyond what we do in servicing the film, which is the most important thing, the bottom line is, none of the commerce of getting the music out is substantial.

Kraft: "The Devil Wears Prada" did $288 million worldwide for Fox studios. It was No. 1 in every market. A soundtrack that has Madonna, U2, Alanis Morissette, Jamiroquai -- the kind of movie for which, five years ago, all of us would be celebrating platinum records. With all due respect to my great friends at the label that put it out, we might be at 30,000 units. That is a stunning sea change.

If you see "The Devil Wears Prada" and you hear the U2 song over that beautiful scene where Meryl Streep arrives in Paris, you think, "I love this song, I'm going to go cherrypick that song off the iTunes site, or maybe it's already on the U2 album I have. I don't know if I need Fox to compile 14 songs for me on a separate, stand-alone album."

Variety: Is there less originality in movie music than, say, 20 or 30 years ago?

Zimmer: I think there is more originality. There's just so much of it: the diversity of voices, and they're strong voices and styles.

Kraft: There is an international film community now where I am hearing things that are not coming out of Hollywood -- other voices that ordinarily might be hard for us to hear.

Powell: (At a recent film music concert) Gustavo Santaolalla came on and played "Brokeback Mountain." It struck me what an amazing piece it was, an amazing score. It resonated through me, and more significantly, he just played it on a guitar. Not only did it evoke the movie, it evoked everything that's great about good music. Gustavo comes from a record background.

Newman: I don't go to a lot of movies and say, "Wow, I've never heard something like that before." I think what I'm aware of more than anything, with such a high degree of collaboration from film people to musicians, is that a lot of the essential musical choices are made almost before a composer is hired. You can argue that, yes, it's temp music, but it still is an indication from editorial and filmic people that tell you the direction you need to be going in. So oftentimes a lot of those dramatic issues have been solved prior to your involvement, and your job is to satisfy those dramatic requirements and hopefully not have to cop the temp.

Variety: Why are so many scores now thrown out at the last minute?

Vollack: Film scores go south more often now than they used to, but not because the composers are any less talented, or because the directors are any less clear about what they're saying. I think part of it is, oddly enough, temp scores are so good now. On a film where a composer doesn't start doing the mockups early, some directors get really accustomed to being able to cull from all of the best pieces ever written and put them all in their movie. They temp the whole thing with everything that they love.

Kraft: Lia's correct. The pressure in a preview situation with the temp music -- and the picture working in that situation -- and then suddenly somebody's job is to replace that with something original? It's of course going to be different.

Newman: It's the cheapest way to effect change in a post-production environment. Sometimes it's sacrificial; sometimes composers are thrown off movies not because the scores are bad, but because it's the easiest thing to unload and fairly cost-efficient. I think temps are terrible things mostly because if you listen to anything, you immediately become biased to it. You can see a movie with no music in it and you can have a number of types of creative reactions, but the minute they play a temp you go, "Oh, it's that." You can say, "No, no, no, it's the temp, I'm not going to pay attention," but still you're tainted now. There's a pill in your drink.

Vollack: I don't think you always have to throw out a score entirely. I think there's a lot you can do to triage the score, fix the score, license a piece of music here, get somebody to fix three more spots if the composer and director are at an impasse. It can be done really well; you can achieve good things.

Variety: What does that say about how respected composers are as creative collaborators in the filmmaking process?

Kraft: Alberto Iglesias (at a "Volver" screening) talked about the way that (director Pedro) Almodovar discussed the light in a particular scene and he wanted the music to be like the light in a Velasquez painting.

Powell: That's one of the most useful things somebody could say to you. (Instead of) "Listen to this piece I've temped in here, can you do something like that?" If somebody says, "Look at the light," and treat you as an artist, they're going to get much better results. I think what's great is to always have at the back of your mind: "OK, I can make a piece that sounds very similar to that temp. But I've got at least three ideas on this, and I'm going to give it a really good go, and if it doesn't work, I know how we can fix it."

Zimmer: When I play a cue to a director, I might have worked on it for weeks, yet the director doesn't like it. First of all, they are not saying, "You're an idiot for having written this thing." But the thing is, it just doesn't communicate yet. I'm happy to go back and have another bash at it, because this isn't some sort of mathematical formula. These are very subtle shadings, and usually words don't work. We're forever trying to progress in some way or another, but we love the idea of: A) the process of writing, and B) solving the riddle.

Newman: It can be a great time for film music. Does it turn out that way? Not all the time, because there are so many people -- middle-management people -- with agendas that can make things more difficult. I'm so grateful to just be in a room with great players and hang with them, and have lunch with them. Any time is potentially a great time. Yes, you may be shot down, and things may be awful, but things can also be potentially fantastic. Sometimes when you say, "I want to be a part of this movie," as opposed to ride a surfboard on top of it, everyone does better.