11 dezembro 2008

Participando da História

O século 20 foi um período muito importante para história da humanidade, onde novas descobertas foram feitas e novas tecnologias foram criadas, trazendo à população, maravilhosos aparelhos para uso doméstico ou profissional. Seja a criação do motor de combustão, o desenvolvimento do sistema de gravações de áudio, a telefonia, a invenção do avião, a primeira ida do homem à Lua, e até nos dias de hoje a construção do LHC (o grande gerador de partículas), em tudo o ser humano vem desfrutando de uma vida mais confortável, tornando o trabalho e o lazer mais prático, rápido e divertido.

Na área musical, uma das coisas que muito revolucionou o modo de fazer o trabalho, foi a invenção do Sintetizador, aparelho este que sofreu várias modificações no decorrer de seu desenvolvimento, passando pelo uso de válvulas, transistores, chips, até chegar aos modelos virtuais os quais encontramos hoje na forma de softwares.
Da década de 60 pra cá, o uso de Sintetizadores pelos grupos musicais sejam eles de rock, jazz, discoteca, mpb ou da chamada música pop, marcou muito as gerações, e nós que vivemos alguns destes períodos somos testemunhas vivas disso tudo, vendo a cada dia surgir novas tendências, novos grupos, determinando todo um novo jeito de ser, onde cada Tribo tem muitas opções de escolha, principalmente por causa de outros estilos musicais derivados dos já existentes. É uma combinação interessante onde baterias, contrabaixos, guitarras, violões, sintetizadores e etc., se unem a orquestras, corais e tudo mais que se possa imaginar.

Na Publicidade não é diferente e todas estas tendências foram acompanhadas de perto, em comerciais de rádio, tv ou cinema. Hoje em dia quase todas as peças publicitárias, se não a maioria, tem sonoridades feitas com sintetizadores, e seja para aplicações musicais ou efeitos sonoros, o uso disto é imprescindível a qualquer profissional que queira interagir de maneira satisfatória no mercado de trabalho.
Orquestras são substituídas por samplers, baterias eletrônicas tomam o lugar das acústicas, violões deixam seu espaço para os pianos elétricos, etc. Também na técnica de Foley muita coisa foi facilitada pelo fato de sons poderem ser armazenados e sintetizados para fácil manipulação.
A trilha sonora de um modo geral acompanha tendências e se uma década é marcada por determinados estilos musicais, isto reflete diretamente no trabalho dos profissionais desta área.
Nos últimos 10 anos, porém, os grupos musicais têm configurado a formação de uma maneira mais acústica, passando a definir também uma sonoridade mais enxuta e simplificada. Algum instrumento musical que antes tinha sido colocado em posição de coadjuvante tem agora seu retorno com força total no papel principal, é o caso, por exemplo, do violão, o dobro, o baixolão, o acordeom, o cavaquinho, a viola caipira, a bateria e etc.
Sendo assim, é comum observarmos peças publicitárias feitas, por exemplo, com dois violões, um baixolão e a bateria ou em certos casos apenas um violão e se o sintetizador muitas vezes não ocupa mais a parte musical, passa então a funcionar como auxiliar, gerando efeitos sonoros à cena.

De uma forma geral, é importante observarmos e usufruirmos de todas estas transformações e se também podemos contribuir no desenvolvimento da história, então que assim seja e façamos nossa parte com o maior prazer.

3 comentários:

Mauricio Domene disse...

O retorno do acústico como elemento principal é resposta ao abuso do eletrônico.
É o movimento do pêndulo: ora eletrônico e sintético, ora acústico.
Por coincidência essa semana entraram 2 novos instrumentos aqui no estúdio: viola caipira e banjo. Estou a procura desesperada de um ukelele :-)

Olemir Candido disse...

poxa Mauricio, um banjo?

que legal!!!!

Ukelele tambem acho interessante e outro que sou louco pra ter é um Charango.

abç

(((GRL))) disse...

Eu acho tudo isso muito lindo, mas mal aprendi a usar violão aço/nailon e guitarra elétrica ainda...Cada instrumento e possibilidade tecnológica é um universo de novas possibilidades criativas! E dá-lhe noite virada para aprender a mexer nestes trecos...ahahha