28 janeiro 2009

Música em diversos formatos

Quando comecei na carreira de músico, o unico caminho que eu enxergava era a indústria de discos. Produzi, escrevi arranjos e gravei muitos discos (quando ainda eram pretos, grandes e de plástico).

Depois a vida me apresentou o universo dos jingles e das trilhas de publicidade. E fiz muito isso também (quando os jingles existiam em fitas k7 e as trilhas viajavam em DATs ou fitas de rolo).

Mas como esse post está começando a ficar com cheiro de poeira e eu tenho rinite alérgica, vamos para o tempo que a gente conhece os artistas interessantes pelo Youtube e MySpace e não mais pelas rádios e tvs.

Por essas coisas da vida que a gente não consegue explicar, mas simplesmente vai acompanhando a correnteza, meu universo de trabalho tem estado cada vez mais ligado a formatos diferentes de música, suportes curiosos para áudio, lugares inesperados para se ouvir sons.

Acabei de receber o convite para participar de um trabalho de audiovisual com interatividade que será mostrado numa carreta de caminhão (de 3m x 14m) itinerante, que percorrerá várias cidades com a mostra.

Semana passada foi inaugurado o espaço "Memorial da Resistencia", com várias salas com música e sonoplastia minha. Uma exposição fixa ou um tipo de museu.

Já sonorizei brinquedo (um robô que fala e conversa com a criança).
Sonoplastia para site.
Exposição de arte na Bienal de São Paulo.

Engraçado que é o tipo de carreira que não dá pra ser planejada. Quando o telefone toca eu nunca sei que tipo de trabalho alguém vai pedir, muito menos onde ele será usado.

E isso gera uma gama de desafios permanentes (e mutantes).

Som surround dentro de um container? Sem problema. Um corredor de telas com mais de 15m de comprimento, com 6 canais de audio em cada lado, com som sincronizado com a imagem que atravessa as telas? Ok, é possível fazer. Um falante pendurado no teto em cima da tela circular que fica no chão? Ok, só preciso fazer algumas modificações na mixagem. Uma sala com tela nas 4 paredes, e uma caixa atrás de cada tela? E vamos ressuscitar o som quadrifônico que havia morrido na decada de 70.

Se antes eu perguntava "onde vai passar isso" e a resposta era sempre: "rádio" ou "tv"; agora eu tenho que perguntar: como é o lugar onde isso vai ser ouvido, se é que é um lugar definido; ou como é o equipamento que vai reproduzir esse audio.

Citei acima que hoje é o tempo que a gente não descobre mais artistas novos e legais na rádio ou tv. Pois acabei de conhecer pelo Youtube um cara muito bom, que me foi recomendado pelo @comunicadores no Twitter. Compartilho através do blog com vocês:

Her Morning Elegance / Oren Lavie

Um comentário:

Um novo olhar a cada dia disse...

Adorei o post!!!

Muito legal acompanhar um pouco da rotina de alguém que se dedica a uma carreira tão distinta da minha.

Abraço