25 fevereiro 2009

Músicos americanos querem receber por música tocada nas rádios

Musicians want radio stations to pay them fees

"Sheryl Crow, will.i.am, Herbie Hancock and other entertainers are asking Congress to force radio stations to pay them when their music is broadcast.

The musicians appeared Tuesday on Capitol Hill on behalf of the musicFirst Coalition to push legislation that would require radio stations to pay them royalties for when their songs are played.

Satellite radio, Internet radio and cable TV music channels already pay fees to performers and musicians, along with songwriter royalties. But commercial AM and FM radio stations do not.

The National Association of Broadcasters opposes the fee for performers. It says it puts thousands of radio jobs at risk. The association also says radio stations drive listeners to buy music."


O Brasil é um dos poucos países que pagam aos músicos direitos sobre as músicas que tocam nas rádios e tvs. Não somente os compositores das músicas, que é o direito autoral, mas aos músicos que gravara. São os chamados Direitos Conexos.

Está certo que existe uma regra perversa na distribuição desse dinheiro. O ECAD computa somente as 600 músicas mais tocadas no país num mês, e faz a distribuição do dinheiro arrecadado das rádios com base nesse ranking. Isso significa que se você gravou uma música que toca todo dia numa rádio especializada em punk-rock-gótico no interior do Mato Grosso, apesar da rádio pagar ao Ecad, sua música nunca vai entrar nesse ranking das 600 mais tocadas. Ou seja, a sua parte da receita vai parar no bolso de um Roberto Carlos da vida.

Achou muita sacanagem? Eu também. Mas não pense que nos EUA é muito diferente. Basta frequentar por pouco tempo algum forum americano onde se discute música, composição, music business, e vai ver que a coisa é complicada por lá também.

Quer ver onde mais há diferença? Um compositor de trilha sonora para cinema aqui é remunerado conforme o público que paga para assistir. Ou seja, um filme de sucesso traz uma renda extra para o compositor, além do creative fee que recebeu durante a produção da trilha.

Nos EUA isso não acontece, e em muitas ocasiões, em razão de contratos sacanas, eles não recebem nada adicional pela vendagem em DVD.

Ou seja, não estamos sozinhos nessa luta pelos direitos de autor e de executante (direitos conexos).

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