13 dezembro 2010

Rei do Baião completaria 98 anos hoje

Luíz Gonzaga do Nascimento nasceu em 13 de dezembro de 1912, em Exu, Pernambuco. Desde pequeno aprendeu a tocar sanfona. Aos 8 anos, substituiu um sanfoneiro em uma festa tradicional da fazenda onde viva e recebeu seu primeiro cachê.

Luiz Gonzaga conseguiu comprar sua primeira sanfona aos 13 anos com dinheiro emprestado pelo pai. Quando terminou de pagar o empréstimo, disse ao pai que não trabalharia mais para ele: seria sanfoneiro profissional.

Era 1929, e Gonzagão conheceu Nazarena, moça de família rica. Eles começaram a namorar às escondidas porque o pai da moça não gostou do rapaz. Num dia de festa na cidade, depois de beber um pouco, Gonzagão foi tirar satisfação com o ex-futuro sogro armado de uma faquinha. Apanhou muito, teve que fugir para outra cidade e também que vender sua sanfona.

Então, Luiz Gonzaga fugiu de casa e, para conseguir ingressar na carreira militar, mentiu a idade. Na Revolução de 1930, era o soldado Nascimento, que seguia em missão por todo o Brasil. Naquela época, seu pai conseguiu comprar de volta a sanfona vendida.

Nas andanças pelo país, quando passou por Juiz de Fora, em Minas Gerais, Gonzagão aprendeu a tocar sanfona de 120 baixos com um soldado chamado Domingos Ambrósio. Foi por Ambrosio que Luiz Gonzaga foi apresentado a ritmos do sul do Brasil e também valsa e outras coisas!

Em 1939, pediu baixa do serviço militar e iniciou sua carreira artística. Naquele ano, fez sua primeira apresentação em um palco, no Cabaré O Tabu, na Rua Mem de Sá, no Rio de Janeiro.

No ano seguinte, enquanto tocava em uma casa de shows no Mangue, foi desafiado por um grupo de estudantes nordestinos a tocar algo que os lembrasse sua terra. Ali Gonzagão compôs “Pé de Serra” e “Vira e Mexe”. Com estas duas canções, foi aplaudido não só pelo grupo, mas também por todos os que o ouviram tocar.

Em 1941, assinou contrato com uma gravadora pela qual gravou vários álbuns. Em 1942, o sanfoneiro fez um sucesso estrondoso nas rádios do país. Em 1944, despedido da Rádio Tamoio, foi contratado pela Rádio Nacional, ambas do Rio de Janeiro, e ficou conhecido pelo apelido de ”Lua”. Em 1945, gravou o primeiro disco no qual tocava e cantava.

Em 1946, Luíz “Lua” Gonzaga gravou “No Meu Pé de Serra”, em parceria com Humberto Teixeira, e seu nome ganhou fama mundial. Este também foi o ano de seu regresso a Exu.

Em 1947, gravou “Asa Branca”, que fez parte da trilha do filme “Romance Carioca” (“Nancy Goes To Rio”). Esta foi a primeira de muitas gravações para a RCA Victor, cujas 17 prensas trabalhariam exclusivamente para ele.

Em 1950, Gonzaga ganhou o título de Rei do Baião, após uma apresentação em São Paulo. Um ano depois, um acidente automobilístico motivou a composição de “Baião da Penha”.

Com a força crescente da bossa nova e do rock’n’roll, Gonzagão passou algum tempo longe da mídia.

Gonzagão deixou a RCA Victor em 1973 para assinar contrato com a Odeon. Naquele mesmo ano, foi chamado de volta a Exu pelo governador de Pernambuco, Eraldo Gueiros de Leite, para tentar acalmar a cidade, palco de brigas entre família tradicionais da região.

Em 1980, O Rei do Baião cantou para o Papa João Paulo II em Fortaleza; e, em 1982, apresentou-se no teatro Bobinot, em Paris. Ele voltaria para a França em 1986 para apresentar-se no Halle de La Villete.

No dia 6 de junho de 1989, Luíz Gonzaga subiu pela última vez ao palco, e fez um discurso dizendo: “Quero ser lembrado como o sanfoneiro que amou e cantou muito o seu povo, o sertão, que cantou as aves, os animais, os padres, os cangaceiros, os retirantes, os valentes, os covardes, o amor...”.

No dia 21 de junho , Gonzagão foi internado na UTI do Hospital Santa Joana, em Pernambuco, onde ficaria por quarenta e dois dias. Nos momentos mais difíceis, Luiz Gonzaga cantava suas antigas canções.

Complicações advindas de uma pneumonia levaram o Rei do Baião, no dia 02 de agosto de 1989, aos 76 anos. Ao seu lado estava seu último grande amor, Dna. Edelzuita. Gonzagão foi sepultado em sua cidade natal.

Texto: Marina Gialluca






Esses outros 2 vídeos não podem ser postados diretamente aqui (restrições do usuário). Mas merecem ser vistos.

Festival da Canção de 1980. Gonzaguinha (filho do Luiz Gonzaga) chama ao palco seu pai para cantar, e é recebido calorosamente por um Maracanazinho lotado:

http://www.youtube.com/watch?v=yVE6Znv_jDg

E como não poderia faltar, Asa Branca, com Luiz Gonzaga dividindo o palco com Fagner, Osvaldinho do Acordeon, Dominguinhos, Sivuca e Guadalupe:

http://www.youtube.com/watch?v=s8VqC_Vjsm0

29 setembro 2010

Buba e o Aquecimento Global eleito o melhor por Voto Popular

29/set/2010

Animação foi eleita o Melhor Filme do terceiro UP To3’ pelo voto popular em Toronto, no Canadá.

Buba e o Aquecimento Global é uma animação de 1 minuto de duração que trata de maneira irreverente e divertida a problemática do aquecimento global e seus efeitos para a vida na Terra. Buba foi produzido pela MONO 3D, empresa especializada em animação de personagens e produção 3D. A trilha sonora e sonoplastia foram compostas pelo Estúdio Next.

Mais uma vez, qualidade e parceria resultaram em reconhecimento internacional.



Buba e o Aquecimento Global Buba and the Global Warming – Humor (2009)
Diretor: Eduardo Takao Nakamura
Trilha Sonora e Sonoplastia: Mauricio Domene

O UP To3’

É uma mostra de Animação Brasileira com até 3 minutos de duração, realizada dentro do Festival de Cinema Brasileiro de Toronto (BRAFFT – Brazilian Film & TV Festival of Toronto), em Toronto, no Canadá, com o objetivo de expor aos canadenses o que há de melhor e mais interessante na produção recente do cinema nacional e aproximar profissionais brasileiros do mercado canadense. A primeira mostra ocorreu em 2008.

06 setembro 2010

Might Mike: sorria

Sabe quando alguém consegue fazer uma associação de duas coisas bem diferentes, mas que se encaixam tão perfeitamente que só nos resta sorrir e pensar: "genial" ?

É o que o francês Might Mike faz.

Há muito tempo já circula na web arquivos com as gravações multitrack de vários discos famosos. Pra quem não sabe, multitrack é a gravação em canais separados. Então você tem acesso à guitarra isolada da bateria. Baixo separado da voz. Etc.

O que ele faz é pegar esses elementos separados e juntar de uma maneira que parece terem sido feitos um pro outro.

Mais não dá pra explicar. Só ouvindo, e sorrindo. Duvido você não sorrir.







16 junho 2010

Sons da Cidade - Copa 2010

Quem é ligado em som vive feito maluco pedindo, por favor, um pouco de silêncio, na tentativa de ouvir algo que ninguém nem sequer perceba que está soando.

Algumas situações são excelentes para quem ama sons. Nas madrugadas, por exemplo, é lindo o som de cachorros latindo lááá longe, cheio de ecos e reverberações, vindo num bairro vizinho.

E o som de um trovão no meio de uma tempestade. Já reparou como o som de um trovão de verdade não tem nada a ver com o som que ouvimos em filmes? Às vezes, um trovão leva mais de 1 minuto para "tocar" seu som inteiro.

Agora, tem um som que quase ninguém repara: é o som da cidade durante um jogo de Copa do Mundo. Todas as pessoas concentradas na frente de uma TV, ou ligadas na transmissão do rádio em alto volume. Na cidade, soa um som lindo e único, e raro de se ouvir.

Resolvi gravar esse som, e compartilho aqui com vocês.

Um gravador portátil, na janela de um cômodo do andar de cima da casa, longe dos ruídos da TV e das vinhetas de rádio... Próximo somente do som que a cidade produzia.

Ouça com fones de ouvido, e curta por alguns segundos o "silêncio" tenso que pairava na cidade, que só foi quebrado pelos desejados 1º e 2º gols.

Tomara que vocês gostem!







Brasil x Coreia 1º Gol by mbdomene





Brasil x Coreia 2º Gol by mbdomene

31 maio 2010

Os sons que podem ser os últimos a serem ouvidos!

31/maio/2010

Em 31 de maio completam-se 34 anos que a banda The Who realizou o show no estádio The Valley, em Londres, considerado o “show de rock mais barulhento” de todos os tempos, recorde acolhido no Guiness Book e mantido por dez anos. O volume medido a 32 metros dos auto-falantes foi de 126 dB, mais intenso que o som de uma britadeira.

De tanto abusar no volume de sua guitarra, o guitarrista da banda, Pete Townshend, teve sua capacidade auditiva definitivamente prejudicada.

Acontece que o ouvido humano tem resistência limitada a níveis de ruído. Quanto mais alto o som, mais exposto a danos o aparelho auditivo fica. A medição em decibeis (dB) indica o quanto um som é mais intenso que o mínimo que o ser humano pode escutar, que corresponde a 0 dB.

O que ocorreu com Townshend não foi um acidente. Segundo a Revista Brasileira de Otorrinolaringologia, um som com intensidade entre 84 e 90 dB causa lesão irreversível na cóclea (em formato de caracol, é a parte do ouvido interno onde estão os terminais nervosos responsáveis pela audição). Esta lesão será mais ou menos grave quanto maior for o ruído.

Pete Townshend fundou o instituto HEAR (Hearing Education and Awareness of Rockers, Educação Auditiva e Prevenção ds Roqueiros), que visa alertar aos músicos e prevenir a surdez causada pela alta intensidade do som nos shows em geral.

Alguns sintomas podem avisar se a orelha está sofrendo de sobrecarga:
dificuldade de entender o que se é dito, perda de audição, tinitus (um som agudo e persistente vindo de dentro do ouvido que pode surgir em decorrência de uma infecção, por exemplo), otorreia, tonturas, e outros.

A OMS (Organização Mundial da Saúde) considera 50 dB (decibéis) o volume máximo para que um som não cause nenhum mal ao organismo humano. A partir disso, efeitos negativos já começam a afetar a audição. Para entender melhor, aqui estão alguns exemplos de intensidade sonora:

- torneira gotejando (20 db), mesmo de madrugada. Um som desta intensidade no meio da noite pode deixá-lo muito irritado, mas não o deixará surdo!;
- sussurro (30 dB);
- música baixa (40 db), mesmo aquela que você não gosta!;
- conversa tranqüila (40-50 db);
- conversa normal (60 dB). Essa medição não vale se sua família for italiana, como a minha!;
- restaurante com movimento (70 db);
- secador de cabelo e trem de metrô (90 db);
- caminhão (100 db);
- buzina de automóvel (110 db);
- turbina de avião (130 db);
- tiro de arma de fogo próximo (140 db)

A partir de uma intensidade de 120 dB, o nosso ouvido começa a doer.

Poluição Sonora

Não é só esse tipo de som que nos incomoda. A poluição sonora está presente no nosso dia-a-dia, causando estresse, depressão, ansiedade, problemas cardíacos e até surdez. Ela é definida como sons, barulhos ou ruídos de duração prolongada e com intensidade incômoda aos ouvidos humanos, e pode vir dos barulhos do trânsito, cachorros latindo, restaurantes, máquinas funcionando, telefones tocando, entre outros. Ruídos da natureza não são frequentemente classificados como poluição sonora por causa de sua duração, como um trovão, intenso, mas curto.

Ser atingido pela poluição sonora parece inevitável, mas não é: nós podemos, sim, reduzir que nos cerca. Para começar, desligue-se de tudo e desligue tudo:a TV, o celular, as lâmpadas florescentes, o computador, e tudo o mais que puder. Feito isso, tente identificar cada mínimo ruído que ouve. Grandes cidades produzem sons que podem parecer banais, mas geram grande desconforto, e reconhecê-los e as suas fontes pode reduzir o estresse advindo deles.

Marina Domene


Não há imagens, mas aqui está a gravação da música de encerramento do show ensurdecedor:


19 abril 2010

20 melhores trilhas sonoras

19/04/2010

Em homenagem ao compositor Ennio Morricone, o site Playlist preparou uma lista com as 20 melhores trilha sonora de filme e seus compositores.

Ennio Morricone é compositor, maestro e arranjador. Ele compôs a trilha sonora de mais de 500 filmes e programas de TV e 120 peças para orquestras ainda inéditas. Ultimamente, o italiano nascido em Roma, em 1928, tem focado seu trablho nestes arranjos, deixando o cinema e a tv em segundo plano. Recentemente, fez um concerto no Royal Albert Hall, em Londres.

Para homenagear e gravar na memória este show raro, em que o italiano executou algumas de suas obras para cinema, o site britânico Playlist elegeu uma lista com as 20 melhores trilhas sonoras e seus compositores.

Os 5 primeiros da lista

1 - Lawrence da Arábia (1962)

Compositor: Maurice Jarre




2 - O Terceiro Homem (1949)

Compositor: Anton Karas




3 - Sete Homens e um Destino (1960)

Compositor: Elmer Bernstein




4 - Três Homens em Conflito (1966)

Compositor: Ennio Morricone




5 - Casablanca (1942)

Compositor: Max Steiner





Ennio Morricone

Ennio Morricone compôs a trilha sonora de diversos filmes, inclusive algumas das mais conhecidas dos "western spaghetti", ou bang-bang à italiana, dirigidos pelo cineasta Sergio Leone. Dentre os mais conhecidos estão "Por um Punhado de Dólares" (1964), "Por Uns Dólares a Mais" (1965), "Três Homens em Conflito" (1966) e "Era uma Vez no Oeste" (1968). As principais obras para o cinema de Morricone são "Era Uma Vez na América" (1984), "A Missão" (1986), "Os Intocáveis" (1987) e "Cinema Paradiso" (1988).


Marina Domene

31 março 2010

Top 100 Melhores Álbuns da Década

Com o fim da década de 2000, a revista britânica Rolling Stone elegeu os 100 melhores álbuns dos últimos 10 anos.


A revista britânica Rolling Stone elegeu os 100 melhores álbuns da primeira década do século XXI. Mais de cem 100 pessoas listaram os 25 álbuns lançados entre 2000 e 2009 de que mais gostaram, em ordem de preferência.
As 100 pessoas que compuseram o grupo são parte da equipe da Rolling Stone, artistas e jornalistas. Nomes famosos também opinaram, entre eles, Yoko Ono.
Na lista dos 100 melhores álbuns entraram 74 artistas diferentes. Destes, 19 bandas tiveram mais de um álbum escolhido: 14 tiveram dois álbuns, 3 tiveram 3 álbuns (U2, Coldplay e Kings of Leon) e 2 tiveram 4 álbuns escolhidos (Kanye West e Radiohead, eleito o primeiro lugar).

Os 5 melhores álbuns

1° Lugar: Radiohead, com 4 álbuns no top 100, com o álbum Kid A, lançado em 2000; (How to Disappear Completely)


2° Lugar: Is This It, álbum de estreia dos The Strokes, lançado em 2001; (Last Night)


3° Lugar: Yankee Hotel Foxtror da banda Wilco, também lançado em 2001; (Ashes of American Flag)



4° Lugar: o álbum The Blueprint, de Jaz-Z, lançado em 11 de setembro de 2001; (Jigga That Nigga)


5° Lugar: o álbum Elephan, dos Whiste Stripes, lançado em 2003. (Seven Nation Army)


A lista completa de álbuns eleitos pode ser acessada por este link (http://www.rollingstone.com/news/story/31248017/100_best_albums_of_the_decade/44)

16 março 2010

Gatos e música estão entre as melhores combinações que já passaram pela Broadway, e agora vêm a São Paulo.

16/03/2010

Uma combinação curiosa de gatos cantores tem levado milhões de pessoas ao teatro. O musical "Cats" estreou em São Paulo em uma quinta-feira, dia 4 de março, e poderá ser visto no Teatro Abril, até dia 30 de maio. As canções do musical foram traduzidas e adaptadas por Toquinho.

A peça foi baseada em 14 poemas do livro infantil "Old Possum's Book of Practical Cats", do americano T. S. Elliot. As letras originais são de Tom Rice, e os arranjos, de Andrew Lloyd Webber, o mesmo de "O Fantasma da Ópera". A história se passa em um beco londrino, numa noite em que uma tribo de gatos compete por uma grande oportunidade de fazer uma viagem para outra vida!

O espetáculo estreou no New London Theatre, em Londres, em 11 de maio de 1981. Em 7 de outubro de 1982, foi para a Broadway, onde conquistou o record de maior período de permanência, em 1997. "Cats" é o segundo espetáculo mais visto da Broadway. Só ali foi apresentado 7485 vezes. Em Londres, a peça teve 8949 apresentações.

E espetáculo "Cats" foi traduzida para 10 línguas e recebeu 10 prêmios, e foi apresentado em mais de 20 países e 250 cidades.

As 10 canções do musical foram traduzidas e adaptadas para o português por Toquinho. O compositor já havia trabalhado em parceria de Paulo Cesar Pinheiro, em 2000, para compor as 8 canções da peça "Outros Quinhentos", de Millôr Fernandes, em comemoração aos 500 anos de Descobrimento do Brasil. Entretanto, a peça só ficou em cartaz durante um final de semana. Em entrevista, o cantor declarou que quase desistiu do desafio de "Cats" quando percebeu que o trabalho seria muito maior do que imaginou, já que tudo deveria ser preciso. O espetáculo precisava ser tão fiel ao original quanto fosse possível, contando com a presença do coreógrafo e de uma das atrizes que trabalharam na primeira montagem da peça.

Um musical

Um musical é uma peça de teatro em que se combinam dança, música, canções e diálogos falados. Este gênero é semelhante à ópera e ao cabaré, apesar dos estilos serem distintos. Para que uma peça desse gênero faça sucesso, precisa ter canções marcantes.

No caso de "Cats", os atores cantam acompanhados por uma banda. Tudo ao vivo.

A banda é formada por dez músicos: 3 pianistas, um violoncelista, um trompista, dois saxofonistas (que tocam flauta e clarinete também), um baixista, um guitarrista, um violonista e um baterista (que toca todo o set de percussão).

"Tocamos em um estúdio atrás do palco. De lá, o maestro só tem contato visual com os cantores por meio de monitores", diz o guitarrista Jorge Ervolini. É muito comum os músicos não estarem no campo de visão da plateia em espetáculos desse tipo. A banda pode estar em um estúdio, como no caso de "Cats"; no caso do chamado "fosso de orquestra", um andar mais baixo, localizado entre a plateia e o palco, o maestro tem contato visual direto com o elenco. Há alguns casos em que alguns músicos tocam em um outro andar, vendo o maestro através de monitores,os instrumentos são microfonados para que soem em conjunto com outros, um recurso usado quando não há espaço para todos os músicos no fosso de orquestra.

Onde e quando vê-lo

"Cats" está em cartaz no Teatro Abril, na Av Brigadeiro Luis Antonio, nº 411, no bairro da Bela Vista, e tem duração de 2h e 40min, com cerca de 20min de intervalo. O ingresso mais barato custa R$70, e vale para o Balcão B.

Marina Gialluca





02 março 2010

Preto e Branco e Estúdio Next premiados pela Unesco por trabalho sobre a Ditadura.




Anualmente, a UNESCO promove o FIAMP, Festival Internacional do Audiovisual e da Multimídia sobre o Patrimônio. Este Festival foi criado para promover e disseminar produções no campo de museus cibernéticos. Ele premia filmes e vídeos de diversas metragens e algumas artes em multimídia.

Este ano, o vídeo brasileiro “Memorial da Resistência”, realizado pela produtora de audiovisual Preto e Branco, com trilha sonora de Mauricio Domene, do Estúdio Next, ganhou o Grand Prix na categoria Curta Metragem.



O vídeo é exibido em uma das salas do antigo prédio do DOPS, Departamento de Ordem Política e Social, numa exposição permanente chamada Memorial da Resistência, que retrata as condições e o tratamento recebidos pelos presos políticos durante o Regime Militar brasileiro, de 1964 a 1979.

A trilha sonora para o vídeo foi toda composta com sons de piano preparado. Esta técnica, criada por John Cage, consiste em produzir sons quase estranhos, obtidos a partir de batida na madeira, arranhaduras nas cordas e colocando-se objetos próximos a elas.

Segundo o site oficial do Festival, o vídeo foi premiado “por sua capacidade de usar uma encenação original capaz de envolver emocionalmente o espectador, sem abrir mão do rigor científico, comunicado com precisão”.

22 fevereiro 2010

Brian Eno

Brian Eno foi integrante da banda Roxy Music (sintetizadores, década de 1970), compositor inovador (criador da Ambient Music), e produtor de bandas como Talking Heads, Devo, Cold Play, fez remix para Depeche Mode e Massive Attack.. ah, estava esquecendo: produziu 7 albuns para o U2. Só besteirinhas, coisa pequena...

A entrevista é longa, mas muito boa. Documentário produzido pela BBC: